10
Mar
14

um panorama geral das coisas

panorama_01

bom dia,

o rio de janeiro nessa temporada que antecede a copa está agressivo.

as manifestações populares perderam força com a morte de um cinegrafista por rojão. traição do azar, velho aliado, desanimou a força da esperança de mudar. caminho aberto pra empreitadas criminosas. só o que restou foi o transito. absurdo. e deseperança. talvez a vitória da unidos da tijuca reacenda uma indignação…

nessa atmosfera vi um bando de crianças na central derramarem uma chuva de socos em um estudante, que se defendeu heróicamente ao fugir, pernas pro alto, em uma van. atravessarem a rua com os dentes na mão pra atacar um velho forte, negro, local.. o velho puxa a navalha do bolso e se defende como pode, foge.. mas dessa vez não teve van. não sei que fim que teve o velho.
não era ataque pra roubar. não era ataque em rico. era ataque de raiva explodindo. querendo arrancar pedaço, e justificar a raiva que sentiam dizendo roubar o que ninguém ali tinha. raro meu instinto de sobrevivencia funcionar, mas eu fiquei com o cu na mão. envergonhado agora de não ajudar ninguém. mas inteiro.
e uma velha de repente grita “um dos moleques morreu!” pelas mãos de alguém… não se sabe quem.

e aí a policia se mexe. se levanta gorda do carro parado ao lado disso tudo e dispersa todo mundo a cacetete.

vi gente se tratando mal no ônibus. antigo templo de piadas e facebook no celular.

o motorista  manda gente se foder, os trocadores e passageiros se confrontam, vão a merda de mãos dadas, por motivo nenhum, cotidianamente.

tive que pedir a um passageiro de ônibus mais lotado que cela de prisão (o velho 368…) que se comportasse e que saísse da porta do carro. eu, civil, constituído para a função pelo motorista, jurista civil. igual a mim. filho da puta… pelo menos dessa vez teve piada… a minha custa! mas teve piada.

andei de metrô. enlatado no metrô igual a tokio. não, tokio não… que não tem ninguém ali a caminho de salário que valha a pena. enlatado no metrô igual a sardinha. que carne de peixe também é açougue.

prefeitura e governo rindo a toa, escancarados pros contratos que venderam a cidade a despeito da cidade enquanto os poucos a se levantar e debater as questões, são perseguido por dar voz ao que pensamos publicamente. quase clandestinamente defendidos por uns poucos.

as capas de revista de jornalistas que quando não se lembram da memória fantasticamente nostalgica dos anos 60 estão atuando no seu reacionarismo contemporãneo, chamarem os jovens que  se movem “no meu tempo a gente fazia alguma coisa!”  de apelidos criminosos (bullying!) sininhos e tal. manipulados como instrumento de opressão política e tortura sofisticada. sutil corrupção filha da puta.

poucos conseguiram alguma coisa positiva nessa atmosfera e eu quero ver o que o boris casoy tem a dizer sobre os garis agora.

obrigado pela visita


1 Response to “um panorama geral das coisas”


  1. September 2, 2014 at 3:44 pm

    eu tava trampando no caju na época,achava que ia ter um ataque dos altos comandos dos bailes funks no maraca,mas nada teve,só o 7×1 mesmo…


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