Archive for May, 2012

28
May
12

Carta Capital – SALA DE RECUPERAÇÃO

bom dia,

abaixo segue o texto publicado na revista “CARTA NA ESCOLA”. Versão não editada.
(o carta capital no título foi meio roubado, voce se importa?)

bejocas sortidas pra minha “editora/instrutora” na empreitada, Tory Oliveira!

“RESPEITO AOS MESTRE” – Daniel Og.

Sempre tive muito respeito pelos meus professores. Do meu jeito! Mas é verdade…

Culpem meu pai. Costumava dizer que respeito aos mais velhos é coisa duvidosa. Que mais certo é ter respeito por quem merece. Eu aprendi isso bem. Até hoje é preciso esse tipo de respeito merecido para ser meu amigo. Mas foi preciso um respeito maior para ser meu mestre. E não era a idade nem a amizade que me faziam respeitar quem me ensinava. Era a insistência.

Em primeiro lugar eu era uma criatura odiosa. Minha lista de infrações ainda me dá orgulho e não fossem os apelos da minha avó (deus sabe o que ela teve que fazer pra me manter na escola!) eu estaria hoje limpando as mesmas latrinas que um dia tentei explodir…

Outra nobre questão é que o educador precisa enfiar nos crânios duros de uma criança melequenta o que é ter um cérebro e usá-lo – Sem recorrer a ferramentas agudas! – e isso às vezes significa ser um amigo, outras uma criatura medonha. Mas quase sempre é um esforço colossal por alguém que simplesmente não merece. Insistência.

Minha professora preferida tinha uma pinta bonitona na boca, dava aula de português. Acreditava que um dia ouviria falar de mim, por isso fazia questão que eu fizesse um esforço, que não queria aluno seu dando vexame publicamente. Eu, é claro, não fiz o esforço. Mas anos depois, quando fui tratar do espírito em um centro de mesa branca e a encontrei consultando, preferi saber pela minha professora se tenho ido bem, por que a pomba-gira me olhou meio torto.

Os professores de história sempre fizeram a matéria ser prática. Útil. Acho que todo professor de história, no fundo, é assim. Nos ensinam como passar pelas barreiras de uma grande burrice nata.  Meu contato com a realidade seria parar o carro no sinal de transito, não fosse pelas perguntas certas. De como o acumulo de alguns acertos e dos muitos erros criam o estado atual das coisas. Eram poucas – loongas… – horas do dia, mas eu me lembro! Eu me lembro…

Alguns professores conquistavam pelo que parecia amizade mas que eram na verdade maliciosas técnicas letivas. Intervalos viravam desafio de piadas de salão entre os alunos e a velhacada. Alguns, e isso não devia estar nos planos deles, eram tão acirrados que entravam pela aula afora. Mas nós, moleques, Sempre ganhávamos.

Eu até entendo agora que eles não podiam contar as mais cabeludas… Azar! deixaram as melhores pra nós!

A professora de reforço, quem me ensinou matemática, deixava que eu resolvesse os problemas com o meu desenho. No fim eu realmente passava de ano. Talvez minha dedicação à matéria durante o ano letivo tenha sido debilitada por essa amizade. Ficava esperando o ano inteiro alguém que me deixasse usar o que eu sei pra resolver o que eu não sei.

Claro! Tinham professores que eu achava Chatos. Feios. bobos. Fazia minhas piadas e dançava pela classe embrulhado em bolinha de papel com cuspe na ponta. Mas pensando naquele tempo hoje, o professor bobalhão era um cientista. Lutando por se fazer ouvir por uma turba de filisteus. A professora neurótica que eu xinguei uma vez, era uma pessoa adulta sendo afrontada por um fedelho mimado que ela não queria ver desperdiçar a vida expulso do colégio. Também tinha a coisa de eles não poderem xingar de volta!

Mas a ultima risada sempre foi desses professores, os que eu não soube respeitar. Por que a sala de recuperação estava sempre esperando por mim… ainda bem. Eu detesto limpar o banheiro.

obrigado pela visita.

21
May
12

COPENHAGEN

bom dia,

essa semana meu primo, sr gabriel maltese, apareceu aqui em casa. sujeito muito inteligente. engenheiro de grande projeção. grande orgulho pra mim, que participei na sua criação. vai ganhar um fusca! minha familia tem uma coisa meio indígena na criação das suas crianças e o gabriel é um protegido meu desde muito cedo.

estava conversando entre outras coisas sobre meu post da semana passada, que eu fiquei achando meio reacionário depois de postar. e ele usou uma frase que eu vou guardar comigo para sempre. “as coisas aqui são assim mesmo. essa é uma das cidades mais caras do mundo. numero 12. mais cara que nova york, e copenhagen. (google tá aí pra isso). sem contar os impostos que são pagos (que é assunto federal). e ainda assim, voce precisa pagar um plano de saúde caro pra ter boa saúde e colégio caro, pros seus filhos competirem na sociedade. quer dizer, a regra aqui é: fique rico ou morra”

o post da semana passada não reflete o que eu penso. sou honesto, mas não quero ficar cagando regra. não acho que as coisas sejam tão preto e branco e não acho que roubar seja uma opção. só queria uma vida do tamanho que eu desse conta de administrar. “minha vida de cachorro”.. já viu esse filme? talvez o moleque esteja certo e seja hora de sair daqui. eu levo jeito é pra lobisomem! talvez em copenhagen…

obrigado pela visita.

14
May
12

FRASES QUE EU OUVI .2

bom dia e obrigado pela visita.

07
May
12

CENA HQ – CURITIBA – PAULO BISCAIA FILHO!

bom dia,

essa quarta-feira. 9 de maio. 20 hs.
voce, rapaz descolado, morador do paraná, vá assistir à adaptação dramatica do meu quadrinho feita pelo inigualável Paulo Biscaia Filho.

para mais informações visitem o site do evento.

http://cenahqbrasil.wordpress.com

estarei lá falando merda ao vivo!

obrigado pela visita





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