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May
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2001

bom dia,

esse é meu verdadeiro filme preferido. não só pelo filme, que já é motivo o bastante, não só pelo kubrick que eu admiro violentamente, mas pelo que esse filme representa pra mim.
me lembro claramente da mãe de um amigo explicando pra mim: “o bloco preto é um símbolo pra evolução…” e o marido dela discordando “não seja tão literalista”, e eu pensando “aquela porra pode ser mais que um bloco preto de pedra?!”
e da próxima vez que eu vi o filme eu entendi que era possível dizer coisas usando outras imagens, outras palavras… e esse dia mudou o jeito que eu assistia filmes, mudou um pouco minha vida.

eu penso muito no que os filmes “daquela época” (50 ao final de 70) representam e como tinham gênios no cinema. vivos. ao mesmo tempo. kubrick, woody allen, bergman, tarkovski, mojica, felini, ozu, bruce lee… e hoje não tem.
eu penso no motivo disso.
é por que o mundo tá mais mongol? é pela iminencia da era de aquárius naquele povo? falta de tempo, a pressa do mundo contemporãneo? falta de financiamento?…
não. não deve ser.

deve ser o seguinte. e se eu estiver viajando muito me diga:

na época desses caras o cinema estava jovem. tinham poucas gerações de cineastas anteriores. umas 2 até chegar no murnau, eisenstein e chaplin, sei lá (perdoem a precisão histórica dessa minha conclusão precipitada e empirica. isso aqui é um blog, porra)…
enfim. não tinha muita referencia de certo e errado e fazia parte da necessidade ao fazer um filme experimentar de vez em quando. até no cinema comercial tinha experimentação, por volta do século passado.

ingenuidade. eu acho que é isso.

hoje os cineastas tem conhecimento demais. referencia demais de certo e errado. os bons diretores são técnicos demais. os melhores no máximo tentam fingir essa ingenuidade.

é isso. pra voltar a ter gênios, precisamos emburrecer!
e claro. hoje em dia só tem veado.

obrigado pela visita.


8 Responses to “2001”


  1. May 10, 2010 at 11:39 pm

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    Bela explicação para o fenômeno, ou melhor, a falta de fenômenos no cinema. principalmente a conclusão HAHAHAHA
    Mas, sério, concordo que o conhecimento prévio fode com a experimentação. Lançar um filme sem seguir regras tipo “minuto tal tem que haver uma reviravolta”, comprovadas por pesquisas de lucratividade dos filmes, e a onda cada vez maior do politicamente correto cagam com a sétima arte. O barato agora é assistir um filme merda mas dar um desconto porque o visual é bonito e as imagens são em 3D. cú. (nota, não estou criticando Dia dos Namorados Sangrento, lindo filme hahahaha)

    Bom, sobre os desenhos, nenhuma novidade. Mudei meu fundo de tela de novo. Eram as mulatas e agora é o hal se fudendo. animal!

  2. May 11, 2010 at 7:47 pm

    Fala, parceiro! Valeu pelo comentário, cara! Legal que você curtiu a hq!

    Tô sempre entrando aqui no seu blog também, os trabalhos estão maravilhosos! Não estava conseguindo colocar comentários, aliás, e acabou que me mudei e tem um mês que tô sem net em casa, então tem ficado complicado. Mas sempre que acesso eu passo por aqui!

    Parabéns pela filhota, meu velho! (Agora que tô conseguindo comentar, mando os parabéns atrasados, mas de coração) kkkkkkkkkkkk

    Abração!

  3. 3 Fabiano
    May 11, 2010 at 8:43 pm

    Oba mais desenhos hahahahahaha !!!!!! Poste mais e mais …..
    Os cineastas aprenderam a fazer cinama na marra, sem faculdade ou preparo, e os que vinham da faculdade ainda estavam aprendendo essa arte…
    Mas temos caras iluminados como o Tarantino, Rodrigo Aragão e poucos outros.
    Poste mais e continue escrevendo vc é o cara.

  4. May 12, 2010 at 12:32 pm

    Po cara,que filmes FODAS???veja os filmes do Didi mocó!!!
    Que emoção e fantasia???veja XUXA E OS DUENDES!!!
    Que cultura e estilo??veja AMERICAN PIE!!!

    O resto é o resto!!! hehehe

  5. May 13, 2010 at 2:49 am

    eu gostava mais dos antigos,filmes dos “trapalhoes“,mas os de hoje…

  6. 7 André Pessoa
    May 13, 2010 at 4:03 pm

    Adorei a análise. Na verdade a saturação de um modelo pela evolução da técnica é sentida em muitas áreas. O ponto não é esperar que essas àreas dêem novos frutos, mas observar oportunidades de inovação dentro de novas áreas ou de problemas ainda insolúveis.

    o modelo de filme de 1-2 horas no cinema já está super-utilizado, tal qual os programas de TV de 40 minutos – 20 episódios por ano. A internet é (sem querer ser mais um num coro de tietes) uma oportunidade de reinvensão de formato. As séries de TV por exemplo já estão percebendo que, ao contrário de antigamente, hoje é possível se fazer linearidades longas (Lost,V,Roma,Band of Brothers,24 horas etc), sem precisar fazer ganchos contínuos de todo conteúdo (aquela introdução que tinha onde todos os personagens tinham que ser reapresentados para os novos espectadores), ou até mesmo nenhum gancho, pois hoje o interessado tem meios (baixa ou compra) de facilmente ter todo o conteúdo anterior.

    Os podcasts estão reiventando aos poucos o formato de programa de rádio, e alguns videocasts já estão sendo testados.

    Pra quê procurar ingenuidade em puta velha quando tem um mar de universitárias por aí? (E vice-versa)

    • May 13, 2010 at 6:59 pm

      ah, mas as universitárias todas estão nessa onda de silicone, botox e ambição desmedida em busca de um bom marido com dinheiro…
      o que me falta é uma brigitte lahaie.


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