Archive for April, 2007

30
Apr
07

ferrugem

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bom dia,

a ferrugem é real. eu achava que era um mito, mas depois de 3 meses com esse projeto estacionado tudo me parece uma recordação distante.

o estilo da arte final foi pesquisado arduamente antes de começar a desenhar, eu passei um longo período lendo os quadrinhos de quem eu admiro até absorver o que eu precisaria pra incorporar no meu próprio estilo e funcionar. “essa hachura funciona”, “esse balão do lobo solitário pode se transformar de acordo com a emoção do que está escrito, mas só funciona com o estilo do cara”, etc… depois de meses parado, todos esses pensamentos sutis foram passear e até eu buscar cada um de volta a pagina já ficou uma merda.

obrigado pela visita

27
Apr
07

mellow

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bom dia,

desde moleque eu fidel e mauricio fomos fãs do Thornton mellow, personagem do filme de volta às aulas. a cena da piscina que ele dá o salto triplo mortal, ou algum outro nome de salto ornamental impossível, ficou marcada como um ícone, tanto quanto a cena que ele estuda debaixo do chuveiro, dança no show do oingo boingo ou é chamado de filhinho de papai pelo professor veterano do vietnam… ahh, clássicos… e como esquecer poli, o cunhado do rocky e segurança pessoal de mellow que com sua barriga fenomenal arremessa hell angels de bares barra pesada. clássicos são clássicos.

hoje em dia, por ser fã de stand up comedy, eu sei o nome do ator (o fidel sempre soube, mas esse é o super poder dele, lembrar de cabeça o nome do elenco inteiro de qualquer filme que já tenha visto, inclusive dos figurantes), RODNEY DANGERFIELD, um cara que se chama “campo do perigo” merece meu total respeito e apreciação.

citação do genio:

Diane: How would you characterize “The Great Gatsby”?
Thornton Melon: He was… uh… great!

ele morreu a pouco tempo, ele e o richard pryor. assim não dá! e por isso, aqui está uma pequena homenagem ao inesquecível MELLOW!

“HOW POOR!?”

obrigado pela visita

26
Apr
07

a primeira página

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bom dia,

nem tudo nessa página está lindo e tal. mas eu gosto do resultado em geral. o desenho podia estar mais caprichado em alguns quadrinhos, as áreas de preto ainda não são geniais mas quando eu comecei a desenhar isso, eu realmente não achava que eu ia ter coragem de mostrar a ninguém. e acredite, mostrar tem sido meio doloroso. o medo de usarem minhas poucas idéias e de (pior) acharem que nem minhas idéias valham ser usadas, é aterrador.

quanto à diagramação, eu escolhi fazer uma coisa sem firulas, já passei por aquela fase que a gente faz as páginas que nem revista dos x-men, com uma diagramação louca e cheia de ação. não que não seja uma diagramação divertida mas vi que não é pra mim. ou eu to ficando velho e chato, ou simplesmente não tenho capacidade de fazer uma boa composição com um monte de quadrinho sobreposto e cortes na diagonal. não é pra mim.

o que eu tento pra não ser completamente velho é perceber onde é necessário usar o silencio no roteiro e às vezes eu crio piadinhas que o fidel não tinha escrito, isso me diverte e me dá alguma autoria na budega. tava lendo o segundo volume dos “mortos vivos” ontem e fiquei muito triste com a mudança de desenhista. o cara novo não respeita as pausas de suspense da história. ter pressa de acabar a história ou economizar desenho é tosco.

eu uso a diagramação chata de caras como o daniel clowes e o charles burns como referencia. acho que não tem nada de errado nisso. eu to mais pra charlie brown que pra calvin e haroldo. e por mais que eu seja fã da diagramação do mignola, e que ele use a página como um relógio, onde vc sente pela disposição dos quadrinhos, pelo numero de balões e áreas de preto o tempo que a história acontece, eu não tenho essa manha, talvez eu venha a ter com a experiencia, mas seria uma puta pretenção tentar dominar todos os aspectos da confecção de um bom quadrinho na primeira tentativa. por isso, fico com minha diagramação careta.

obrigado pela visita!

25
Apr
07

carolina, a puta

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bom dia,

é muito bom poder trabalhar com um texto sem muitos estereótipos.

conhecendo o fidel, eu sei de onde vem a inspiração de cada personagem, mas para quem não conhece o autor tão bem, a visão de um mundo onde não existem bandidos e mocinhos e que as putas não são criaturas eternamente impuras e frias é uma oportunidade de trabalhar com personagens que visualmente também não tenham essa característica.

mas essa é a questão chave, eu nem acho que essa personagem esteja TÃO fora do estereótipo, na verdade está completamente dentro dele… por que eu também não quis fazer a menininha colegial que por trás da fachada é uma mulher forte e blablabla… nem a puta velha e caída, não era esse o personagem, de qualquer forma.

a personagem é uma mulher que não tem vergonha de quem é, por isso escolhi uma amiga minha como referencia, não pela profissão dela, mas pelos dotes físicos e traços da personalidade. experimentei algumas variações do tema e acho que cheguei perto dela e do objetivo ao mesmo tempo. por que essa minha amiga é muito gostosa e tem um lado extremamente delicado, mas pra quem passa na rua, a unica coisa que fica é a impressão de um mulherão imponente. acho isso interessante. chegar nas sutilezas passando pelo óbvio primeiro. acho que as coisas são assim, a maioria das vezes.

quis desenhar uma puta. sem tirar nem por. uma puta de rua e só, sem exageros de superputa, nem esconder o que ela escolheu de profissão. aí eu penso no frank miller e me sinto um plagiador. mas, sempre tem alguém antes e sempre tem alguém melhor.

obrigado pela visita

24
Apr
07

homem sem nome


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bom dia,

esse blog é uma tentativa de me forçar a desenhar e esse é meu primeiro post, por isso qualquer conselho ou crítica é muito bem vindo.

antes de tudo, devo agradecer ao grampá pela força. valeu!

O PERSONAGEM dessa ilustração, diz respeito a uma história que está em lento andamento, a história se chama paraíso e é do meu amigo, Fidélis.

o carinha aí gosta de bater nos outros.

eu ainda estou descobrindo as possibilidades do nankim, vc tem que entender, que desenhar no lápis ou na wacom, e finalizar a nankim são coisas completamente diferentes. mas eu gosto. a pena e o pincel são interessantes e a combinação deles funciona pra mim.

nego fala que meus personagens estão lembrando o mutarelli, eu realmente não consigo ver isso. não era minha intenção pelo menos. pra falar a verdade, por mais que eu adore o cara, meu negócio não é ser muito visceral. na verdade eu nem sei dizer o que eu faço, eu tento achar uma linguagem que me sirva e que seja boa de olhar, e misturar a pena e o pincel tem dado certo. eu comecei tentando copiar o mignola e o charles burns e não consegui, por isso, vc pode decidir o que isso aí parece. me agrada e eu acho que isso é o bastante.

OBS: eu sei que finalizado é com “Z”!!!

muito brigado pela visita





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