carolina, a puta

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bom dia,

é muito bom poder trabalhar com um texto sem muitos estereótipos.

conhecendo o fidel, eu sei de onde vem a inspiração de cada personagem, mas para quem não conhece o autor tão bem, a visão de um mundo onde não existem bandidos e mocinhos e que as putas não são criaturas eternamente impuras e frias é uma oportunidade de trabalhar com personagens que visualmente também não tenham essa característica.

mas essa é a questão chave, eu nem acho que essa personagem esteja TÃO fora do estereótipo, na verdade está completamente dentro dele… por que eu também não quis fazer a menininha colegial que por trás da fachada é uma mulher forte e blablabla… nem a puta velha e caída, não era esse o personagem, de qualquer forma.

a personagem é uma mulher que não tem vergonha de quem é, por isso escolhi uma amiga minha como referencia, não pela profissão dela, mas pelos dotes físicos e traços da personalidade. experimentei algumas variações do tema e acho que cheguei perto dela e do objetivo ao mesmo tempo. por que essa minha amiga é muito gostosa e tem um lado extremamente delicado, mas pra quem passa na rua, a unica coisa que fica é a impressão de um mulherão imponente. acho isso interessante. chegar nas sutilezas passando pelo óbvio primeiro. acho que as coisas são assim, a maioria das vezes.

quis desenhar uma puta. sem tirar nem por. uma puta de rua e só, sem exageros de superputa, nem esconder o que ela escolheu de profissão. aí eu penso no frank miller e me sinto um plagiador. mas, sempre tem alguém antes e sempre tem alguém melhor.

obrigado pela visita

3 Responses to “carolina, a puta”

  1. me lembrou uns desenhos de zines punks 80/90 que eu costumava colecionar(elogio)
    espero ver mais desenhos aqui
    achei bem loco seu traço p&b

  2. anna carolina não é a puta

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