bom dia,
a capa para a revista “lagosta!” a sair pelas mãos do jaum está pronta!
estilo conan!!
obrigado pela visita.
bom dia,
os motivos da aposentadoria do papa.
já ouvi sobre os escandalos do vaticano, que parece que tem havido desvio de dinheiro. essa não é nova, mas é oficial, através do vatileaks. nem sabia que existia (fonte: Luiz Mors). e que, parece o cara quis deixar o cargo antes que respingasse nele…
ouvi que é um grande homem! “nunca pertenceu a juventude nazista! começou sua carreira de jesuíta já môço! como teria tempo de conciliar catolicismo e o terceiro reich?! ele ficou é com nojo dessa coisa toda de pedofilia….”
essa veio de uma senhora – de quem eu admiro muito a inteligencia – filha de um sujeito extremamente anti-catolicismo, aqueles que só os hibéricos sabem ser, espirita de mesa branca e que – por grana… – defende politicamente uma linha meio protestante.. nada é naif nesse mundo, minha gente. o papa é herói agora, minha senhora?! olha aí, hein! não vale mudar de time no meio do jogo só pra ganhar o argumento!
ex-nazista. anti-liberdade sexual. anti-planejamento familiar. anti-tudo que faria o mundo dar aquele salto gostoso em direção a uma relaçao mais inteligente entre os indivíduos. mas sua saída do papado significa uma coisa muito importante pra todos nós. católicos ou não.
o papa sair do posto significa que todo mundo devia levar a religião menos a sério. significa que qualquer um pode tirar férias. se aposentar. engenheiros nucleares tem mais obrigação com o mundo e se aposentam…
“relaxe, minha gente”, é o que o homem parece dizer “isso tudo é só por causa de um livro bacana com um final emocionante… existem tantos outros.. eu por exemplo vou ler a saga crepúsculo em uma praia bem quente… sentado numa cadeira de nylon, só vão faltar os amigos, que foram quase todos pegos pelo mossad…”
obrigado pela visita
bom dia,
o numero 6 é um algarismo par com a sensação de numero ímpar. o numero 7 é impar, tem a sensação de um numero par.
os manicomios e corpos docentes estão cheios de gente estranha que se diverte em montar esquemas usando numeros… sempre tive medo do 6. buscava proteção no 7.
na oposição do 6 pelo 7 encontraria esconderijo seguro dos meus medos. conforto. mesmo com a mente andando a mil num emaranhado de raciocínio inútil. paciencia mental ou freecell psicológico. jezzball da alma, campo minado da mente… “o 7 é a perna direita que fecha o quadrado. o projeto da casa, estável. e o homem que se aventura no 6 se afunda na espiral negativa infinita que o desenho anuncia. mas olhar para o 7 é pensar no 6. a perna do quadrado e a ultima volta da espiral são tão próximas em grandeza quanto são próximas em filosofia. impossível separar um do outro. e os dois são só numeros.” pobre pitágoras…
passei minha adolescencia lutando pra ser bom. julgando. observando numeros e me preparando espiritualmente para uma coisa que nunca veio.
e nunca conheci um ateu que me deixasse falando sozinho. mas já fui largado ao silencio por vários místicos…
de vez em quando eu páro na varanda de casa, pensando que “o mundo realmente não acabou…”
parece que as coisas ficaram mais leves. é bom olhar as nuvens. pensar na minha filha. na minha vida. parece que agora, apesar de o mundo estar completamente fora do meu controle, finalmente as escolhas são minhas. é o fim de toda profecia. tchau calendário maia. tchau nostradamus. já vão tarde. o futuro agora é nosso!
o numero 13 é a soma de 6 e 7. feliz ano novo.
obrigado pela visita
bom dia,
ele tava andando a pouco tempo. começou antes disso, mas não faz diferença, é o que eu quero dizer… ele tava andando a bem pouco tempo.
as paredes fechadas uma perto da outra e o caminho era todo gramado. como um lugar antigo, largado por quem quer fazer mais paredes iguais lá em outro lugar…
e o cara era lento. tinha andado demais. se espremia contra as paredes sapateando em silêncio. subia e descia as ruas gramadas e olhava pros lados com medo de alguém. fugido.
era tarde da noite ou inicio do dia. a mata que ficou para trás, tinha a cor azul escura, molhada do escuro humido e cheia do medo que a noite carrega no estomago.
pisou numa poça, piscina de água funda sentindo uma pele igual árvore verde roçando o jeans da calça molhada na perna.
a sorte do seu coração, que não parou ali mesmo largando o homem a lidar sozinho com o corpo, foi ver que o fundo da água era azul cristalina, e o azuleijo portugues branco-azulado marinho permitia ver quem era a coisa nadando na água.
o bicho era grande e cheirava a tristeza. cheirava como bicho que vive sozinho a tempo demais. ele, os filhotes e familia, todos cheiravam assim. molhados demais no ponto que as coisas começam a ficar escorregadias e duras. uns entrando. outros saindo. da água.
pulou para trás, apertando o beiço entre o fura-bolo e o dedão, pro grito escapar só pela beirada do bico e não ter chance de encontrar ninguém acordado. mas a cabeça por dentro gritou “tem outro atrás de voce! tem outro atrás de voce!!!” não tinha. só a água aos seus pés, que fez um balanço doce, mostrando que tava cheia de bichos gigantes (e eu adoro bichos gigantes, não tem o bastante deles no mundo). eram sapos, lagartos. bichos gordos e cheios de dente, indiferentes a ele na condição que tinham de bichos.
talvez até fossem comê-lo, fosse bobo o bastante pra ficar ali, parado, dando bobeira. mas não foi e saiu andando.
e no caminho que andou todo cagado, pensando nas plantas e o que tinham elas de potencial assassino, viu outras muitas piscinas e muitos outros bichos lagartos. também grandes e gordos e cheios de dentes, habitantes de uma cidade silenciosa que não tava dormindo… vazia!
aquele cuidado todo de andar em silencio era inútil. andou tempo o bastante pra ver que ali não tinha ninguém, e tudo parecia estar de acordo.
passou a andar displiscente entre paredes humidas e piscinas secas, o medo dos bichos foi embora com o conforto de se saber sozinho – deixando de lado um estranho medo que gosta de solidão – antes de ver na distancia a torre de pano enrolado em bambu onde tocava um tipo de musica agressiva e barulhenta.
um templo erguido ao pancadão.
uma torre babel de tecido, e cheia de gente pelada dançando, suada. ninguém ia ligar pra saber quem ele é. quem ele foi. talvez uma distinção que devessem realmente fazer, mas fariam?.. não…
andou mais um pouco na mata de pedra empilhada em casas e quando chegou nessa festa o que viu foi que atrás dela havia uma motanha viva de casas e cores de onde veio essa gente toda, eu espero – que morar junto de lagarto gigante não é bom nem pra gente que mora em sonhos.
a musica era alta. os jovens dançavam. frenesi de quem enche o saco dos outros sem se importar.
“vou ti- vou tirando tudo…”
“vou dançar pelada… vou dançar pelada…”
“(tu tchak tchak tu tugudu dá ttugudú…)”
ereto.
deslizando no meio do suor dos corpos dos outros. como sexo entre corpos que penetram outros corpos. e a sensação sólida de que tudo ali era falso. cada parte daquilo tudo fazendo mais sentido que tudo que fazia sentido acreditar.
e no topo da escada que rangia os passos de todos ali (aquele bambu uma hora ia TER que quebrar, mas a idéia com certeza era essa) estava quem veio encontrar. puxou a bazuca do bolso e com ela explodiu a cabeça da torre de pano, sem matar ninguém…
obrigado pela visita
ilustração pro texto do Caio Santiago. no site Aventura de Ler.
o texto é bem legal, fala sobre o livro “a recompensa dos guerreiros”. que eu não li! mas parece muito bom…
obrigado pela visita.